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sábado, 30 de dezembro de 2023

Reflexão de uma vida

 

Reflexão de uma vida

Hoje não falo especificamente deste ano.

Sou um homem (como todos) formado por camadas.

          1 – O homem espiritual que traz a bagagem de milênios e períodos vividos aqui.

          2 – O homem mental que traz a bagagem desta vida atual, comunicando com o espiritual.

          3 – O homem denso, o que abriga o espiritual e o mental e que vive como todos os demais, com suas angustias, paixões, dores, tristezas, alegrias, amor, esperanças...

          4 – O homem profissional.

Precisei desenvolver ao longo destes anos uma memória, um meio de aprender, compreender as coisas e a viver.

Apanhei muito e claro bati também (não no sentido físico)

Aceitei de bom grado tudo o que encontrei pela frente, com algumas murmurações logo deixadas de lado, mas encarei meus desafios, dores, doenças, desamores, desprezo.

Entendi, desde muito cedo, que cada um de nós é um universo e como tal complexo e que devo aceitar as pessoas como elas são.

Todos nós temos uma história e continuamos a escrever. Perdoar e se perdoar é regra básica para viver. Passamos por situações as quais as vezes provocamos e nós nos machucamos com isto. Mas é a vida, experiências.

Entendi que ideias e pensamentos nada são sem a ação, sonhos podem ser devaneios se não tiver ação.

 Quando me maltratam sei que não estão tratando de mim mas deles, e que devo respeitar, é o reflexo do momento e o que precisam é de compreensão e afeto não de culpa-los.

Tive que me tornar flexível e moldável às situações, seria uma vida infernal não se adaptar.

Já passei pelo vale da morte várias vezes e dele saí. Ainda não é chegada a hora que de fato vem. Falo sobre a morte com naturalidade vez que ela se aproxima a cada segundo, não a busco, mas ela vem e que para encontra-la é que estamos aqui. Alguns estranham isto, me acham taciturno, um pouco Fernando Pessoa e outros. Não tem problema a gente se encontra do outro lado.

Procuro viver uma vida onde se não posso ajudar não atrapalho.

Faço tudo pelos que amo e as vezes sou entendido como intrusivo, mas eu sei das minhas intenções. Isto basta.

Embora não pareça tenho uma autoestima elevada, sei do meu potencial sem arrogância. Mesmo que alguns me achem assim. Não preciso de seguidores para que me elogiem, curtam minhas postagens, sei quem sou.

Escrevo e escrevo muito meus pensamentos,  aliás deixados de postar,  mas algum dia alguém irá abrir meus textos e daí, tarde demais poderão saber o quanto expressei minhas opiniões.

Não julgo, por vezes comento, quando alguém me conta histórias, aceito e compreendo seus motivos, era a fase que vivia.

Tomei muitos porres dos quais não me envergonho, foi aprendizado também e foi o momento.

Não entendia bem a graça que havia no sexo até descobrir que sou um demisexual – aquele que só tem prazer quando há ligação além do corpo – e vejo as pessoas que buscam o prazer pelo prazer fugaz também de certa forma ainda não entenderam o que sejam, talvez estejam em busca de algo a mais para que se sintam repletas.

Prefiro a solitude que estar em multidão vazia.

Trago lembranças – superadas – de situações deste o Coliseu, e trago lembranças felizes pelo que fiz de bom também. Das pessoas que em outras épocas convivi bem ou não – foi parte da evolução e hoje encontro meus antigos inimigos por aqui, não somos inimigos mas desafetos que jogam espinhos em meu caminho, entendo-os, eles não sabem que aqueles foram outros tempos, outra personalidade alma, outra situação.

Sempre fui muito ajudado principalmente por Deus que nunca me abandonou – embora as vezes acho que sim e tomo bronca – e por anjos que Ele tem espalhado pela Terra, - quando fui desenganado por médicos, eles, os de sempre desde a tenra infância, apareceram sorriram para mim eu sorri e ninguém entendeu o motivo – um ano após o exame revela que não há mais nada, para espanto dele e dizer em milagre. Quem estava comigo à época para se proteger do luto se afastou – e Deus não me abandonou, Ah quando falo em anjos devo dizer que eles não têm asas e que só foram incorporadas para que o povo pudesse compreender a locomoção deles, mas pensem pela lógica...

Há sim um local de sofrimento, conheço o local do limbo onde ainda é possível retornar a vida pessoas que após irem receberam permissão para voltar.

Nunca gostei da zona de conforto material, acho isto uma prisão voluntária, sempre procurei criar e já me ferrei por isto, estudar, aprender coisas novas,

Sou estável em relacionamentos, gosto da troca de ideias, do livre pensar, da liberdade expressão e opiniões, da liberdade responsável, do companheirismo, do apoio emocional e material, não cobro – ofereço.

Para ensinar profissionalmente ( já treinei centenas) sou as vezes incompreendido – ensino forçando a pessoa a pensar, se a pessoa é leiga, tenho um método, se não é cobro dela aquilo que deveria saber e que vá pesquisar não me perguntando o óbvio.

O homem profissional cobra e cobra muito a responsabilidade de cada um, não tolero gente folgada, gente que gosta de não trabalhar em finais de semana para curtir o lazer (merecido) deixando a responsabilidade profissional de lado.

Já dispensei sumariamente profissionais por isto, e ficando a noite toda fazendo o que ele deveria ter feito, mas preferiu curtir a trocar a data.

Nunca alguém trabalhou quando esteve doente ou com problemas na família.

Os bons ficam muito tempo, tenho alguns com mais de 20 anos de companheirismo.

Tive uma carreira meteórica na área de TI, provavelmente por estudar muito e me dedicar. Não foi fácil e nunca pisei em ninguém, fui escada para aqueles em quem acreditei.

Muitos colaboradores, que tive, são hoje diretores em grandes instituições, treinei-os, aprendi com eles sinergicamente e sempre deixei-os livres para que progredissem.

No lado pessoal nunca me viram discutindo por coisa alguma, já no profissional dou minhas duras sim e muito duras. Até em filhos e companheiras quando mancou no profissional ouviu, mas não associo ao lado pessoal.

Nunca prendi alguém qualquer situação, não controlo.

Tenho mil defeitos e por saber disto aceito e respeito os dos outros, as vezes o que não acho como defeito em mim poderá ser para os outros, depende do momento, da criação, do circulo.

Se erro, e errei muito e ainda errarei, como cobrar a santidade dos demais.

Hipocrisia é algo que não carrego e erro ao falar o que penso espontaneamente.

Nunca comecei algo não pensando em como desejo que termine. Isto, no pessoal, só me ferra.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

A VIAGEM

Tudo era uma só luz. 
Havia harmonia e paz!!! 
Não havia formas mas todos estavam em um mesmo propósito. 
Era um só corpo homogêneo. 
Os últimos detalhes estavam sendo trocados. 
...
Como um burst chegou!!!
...
Agora havia uma forma. 
Não era mais um só corpo. Era distinto. 
Ele via ao seu lado uma criança. 
Havia comunicação. 
Comece aqui, disseram para ele. 
Enquanto ele fazia o que lhe fora mandado e era parte da preparação para sua missão a criança apenas sentia. 
Depois de anos o promoveram e lhe deram algo maior: comece este. 
Anos já tinham se passado desde que ele veio. 
Já não via mais a criança, estava crescendo. 
Ficou neste trabalho por vários anos, até que: Comece este aqui. 
Neste longo período de tempo com o trabalho pesado notou que a criança agora se tornara um adulto. Olhou para seu suas mãos e notou que carregava já as marcas de anos. Ainda não estava pronto. 
Anos se passaram até que lhe disseram: agora vá, mas continue trabalhando. 
Entrou no carro e partiu. 
Era noite. Estrada encaixada. Estreita. 
Via ao longe luzes que indicavam ser uma cidade. 
As laterais do carro as vezes parecia roçar os barrancos. 
Algumas vezes os fracos faróis pareciam se apagar fazendo o caminho ainda mais escuro. 
Ao lado margeava um rio que por vezes era visto. Que vontade de chorar. Lágrimas vertiam. 
As vezes raios iluminavam a cabine, estava só. 
Por vezes encontrava algum lugar para que os carros que vinham de frente pudessem passar. Quando não encontrava lugar para ceder passagem subia nos barrancos. 
Nunca foi ultrapassado, parecia que só ele seguia para aquelas luzes. Não tinha retrovisor, só via a frente. 
Por um tempo uma luz permaneceu iluminando a cabine.
...
Escuridão total no interior. 
Os raios rápidos não mais voltaram e assim foi por um bom tempo. 
Um outro raio apareceu e ficou por muito tempo na cabine mas não iluminava, era apenas uma forma de luz escura, um morfeu. 
Ele via o adulto. Lágrimas escorriam pela face. Precisava de luz. 
Encontrou pendurado a beira de estrada um lampião, limpou e o acendeu. Iluminou o espaço até que o pavio se molhou e apagou. 
Lágrimas escorrem pela face. Adormeceu e foi acordado por uma carícia. 
A única coisa que o fez atravessar o rio eram as luzes que via ao longe. 
Atravessou sem medo, já o conhecia. 
Não havia o menor sinal dos raios. Apareciam ao longe. 
Outros veículos vinham sempre em sentido contrário sempre passando por ele na estrada que continuava estreita. Lágrimas. 
As luzes indicavam a cidade mas ela estava longe muito longe. Ele sabia que lá estaria até voltar ao ponto onde tudo é LUZ.  
A escuridão o fustigava. 
Ele mantinha as mãos firmes no volante e quando entrava pelo deserto mirava a cidade. 
Troncos lançados eram retirados e dificultavam o avanço, mas ele ia, sabia fazer parte da preparação, afinal de onde partira lhe foi dada esta missão: Reintegrar-se. 
As vezes tinha lembranças dos momentos antes da chegada.
A cidade continuava longe..

Gaurulhos set/2023

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Oi pai, tudo bem?


Amanhã seria seu aniversário.

O coração dói

A saudade dói

Afinal, a ausência dói.

Não estou escrevendo isto como uma forma de me redimir de algo que tenha feito e que não deveria.

Não, não é isto.

Tivemos alguns entraves?
Tivemos.

Nós não nos entediamos na maneira de ver o mundo.

Normal. E entraves respeitosos onde a posição de cada um foi exposta e muitas vezes não aceitas pela outra parte. Mas...

E sua peleja maior durou pouco tempo.

Fostes poupado, por certo não tinhas vestes sujas.

Antes de vir embora fui ver sua última e eterna morada, estás junto à mamãe – outra dor imensa.

Onde estás não há dor. 
A dor fica aqui para os que ainda não foram.

Sob muitos aspectos trilhamos os mesmos caminhos, eu não parei.

A distância física e com a minha mania de não preocupa-lo nem sempre te contava sobre mim. 
Sei que entenderias.

Ah a serraria, a gleba três, o barracão, a igreja de madeira (pequeninha), a Chácara Primavera, a Gastão Vidigal.
São tantas lembranças.

A mais dolorida lembrança: vem reconhecer...

Oi pai, tudo bem?

Se você pode fazer  isto aproveite.





QQ lugar do planeta 01 de maio de -ainda- 2020




terça-feira, 28 de abril de 2020

Não pode ser uma Ode. (ainda)

Há muito que não sinto o vento que vem do meu oriente.  

Na verdade é  mais que vento: é luz.


Protocletos, a coragem, aquele da mesma casa do portador da chave.


Difficile est ad cor meum ouvir o silêncio sepulcral.


Tantum in imagine videre memoriae com tanto zelo guardada.


Acredito que como me foi dito um sorriso pode alegrar uma multidão em volta, mas...


De que adianta o grito miserável


Se ouvidos e olhos ouvem e veem o mundo e não escutam ou olham para o que por duas, quiçá três vezes tem por padroeiro aquele que repousa eternamente em Campos de Estrelas?


Por isto não pode ser uma ode e de fato, ainda, não é.


Temer por qual razão?


Não sei eu que ela é libertadora?


Não sei eu que ela me livrará?


Quando a angústia foi maior que meu suporte


Não sei eu que


O meu socorro dela virá?


Não sei eu que


Lá no “grande breu”


Não haverá mais ouvidos ou olhos


Nada mais poderá ser professado?


Eu não mais poderei dizer

Mesmo que queiras ouvir

O quanto és TUDO aquilo que já te disse.

Então como ouvir sua doce voz?

Como me alegrar com teus encantos?


Temer aquilo que é certo e que nunca falhará


Aquilo que uma vez por todas findará.


Não há oração


Não há petição


Que impeça a anóxia final


Que pela ausência, hoje, já é um sinal.


Talvez eu volte outra vez


Não sei se saberei


Não sei se saberás


Quem serei eu?


Quem tu serás?


Desta vez estamos aqui


Amanhã estaremos onde?


Tanto eu andei para chegar aqui


E quando nós nos encontrarmos por aí


Por certo eu direi:


Valeu a caminhada: Eu vivi.

sábado, 4 de abril de 2020

O que virá depois?


O que virá depois?

Por primeiro,
Eu não gosto do entardecer. Me é nostálgico. Me assusta. Algumas memórias me surgem...

Por segundo, eu  não gosto do outono. Estação meio besta. Odeio este ar frio. Adoro o frio de verdade, -20 -25º C, mas este ar frio...

Mas vamos lá que o besteirol está a toda.

Este período, não a quarentena, do coronavírus, será um divisor de águas.

Vamos parar com esta falácia de que a humanidade sairá mais “humana”. Não sairá não. A evolução espiritual se dá pelo tempo, pela busca do aperfeiçoamento – o elevar espiritual - certo é que,  aqueles que já estavam na trilha sairão menos afetados e claro mais elevados. Os demais continuarão como estavam ou piores por se revoltarem. 

Principalmente pelas vindas e idas é que se eleva junto a vontade de regeneração.

Quem era bom continuará sendo, quem não...

A Nova Era a era de aquário tão propalada estará definitivamente “instalada” em alguns anos e sim mudará devagar as NOVAS consciências.

Quanto aos conceitos morais, aplica-se a mesma afirmação acima. Ou tinha e manteve ou não tinha e continuou sem. (1)

 A tudo isto eu quero dizer que é o indivíduo quem decide mudar, e ao decidir recebe o influxo divino para isto.

Quem fez isto, acidental ou não, acabou por mandar um recado: Não mexa conosco, temos a defesa. E recebeu também um duro recado: Não se brinca de Deus  e  qualquer que tenha sido o ato recebeu um carma para muito tempo...

Vamos começar a sair desta situação em Maio, há esperança no horizonte.

Sairá fortalecido o amor de verdade. Quem sair desta unido será para sempre. A quarentena será um divisor de águas no amor também.

Serão implementados métodos de vigilância em saúde mais aprimorados.

Necessário será que empresas não químicas/farmacêuticas entrem no setor de saúde, não com medicamentos, mas com outras abordagens, tais como: “nanorobots”, microrganismos “treinados” para células alvo etc. As farmacêuticas jamais farão isto.

Haverá mais recursos para pesquisas, grandes investimentos na prevenção, incrementos na base da pirâmide com investimentos e saneamento básico etc.

 O emprego será fortemente impactado com a efetiva implementação do Home Office.

Grande  adesão ao delivery.  Drones fazendo entregas de tudo. Muitas lojas físicas desaparecerão. PREPARE-SE monte o seu E-Commerce.

E por favor parem de dizer que isto vem de Deus. NÃO VEM. Tem a permissão dele? TEM. Mas Ele mesmo e sob Suas ordens a Grande Fraternidade Branca e os Mestres ascencionados, que nos pedem auxílio, trabalham para a nossa libertação.

E não se desesperem. Quando decidimos vir sabíamos que passaríamos por isto. Sabem a história do coelho e da raposa? (2)

A CHINA FICARÁ MAIS RICA E TENTARÁ DOMINAR O PLANETA QUANDO SE DARÁ O INICIO DA  III WW.  VOLTAREMOS PARA A IDADE MÉDIA.


(   (1)    – Sabemos que espíritos não evoluídos rondam os humanos a fim de saciar seus vícios através de nós. Neste período eles também estão de quarentena. Devemos vigiar porque voltarão com grande avidez. Vícios à quem não sabe exatamente tudo que é englobado nesta palavra pesquise no Google.

(   (2)    A história: o coelho, sendo inteligente, para fugir da raposa entra no espinheiro e por saber se comportar lá dentro fica ileso. A raposa, estúpida, tenta entrar e se machuca toda. Assim temos que ser: COELHOS.

     Elias, 4/4/4 - portais abertos hoje as 23:45 horário de Brasília.




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Caminhos e caminhadas


Caminhos e caminhadas. 

(republicado - do meu antigo e apagado blog)


É muito mais fácil trilhar o caminho já aberto e ter como apoio a placas indicativas que abrir um novo.
Eu sempre ajo assim, e não é estranho ver isto nos meus escritos: Quando não houver caminhos eu crio um. A isto eu chamo de persistência, mas só quando NÃO houver um caminho.

Muitas, diria inúmeras vezes, deitei-me debaixo do zimbro e clamei que não sou melhor que meus pais, muitas e muitas vezes subi ao Monte Horebe e lá ouvi o trovão e vi a tempestade, mas foi no silêncio que ouvi minha própria consciência a me mostrar o que fazer.

Nunca quis provar para alguém ser capaz, ah! Desculpas – menti – quis provar para mim que aqueles que me achincalharam estavam errados, NÃO para eles. Isto é caminho para o sucesso, não perco tempo em me comparar em querer me igualar, elevo a cabeça e busco além do horizonte.

E pelo caminho não tive orgulho em perguntar qual a trilha mais amena e como nela chegar, em qual deles havia fontes de água pura – na travessia achamos muitas fontes envenenadas -- e pontos de repouso, um oásis. Estas são as exigências para atravessar o grande deserto que é a vida que sem manual te deixa ao relento.

Não tendo bússola olhei para as sombras para saber a direção, não tendo relógio olhei para as estrelas para saber as horas.

Acredito que a alma é universal e uma só, vez que veio de Deus e o que temos é uma fagulha dela e uma vez sendo uma só, a minha alegria se espalha por este mesmo universo assim como minhas angústias e tristezas. Se evoluo todo o universo evolui, se paro – involuir é impossível – seguro o avanço universal.

Todos nós devemos tudo a todos no sentido cármico e nesta teia ou evoluímos juntos ou paramos juntos. O problema é que não aceitamos isto, não sabemos que o que não quitamos hoje, vai ao cartório para ser cobrado amanhã e protestado com encargos ainda maiores.

Parando por aqui, talvez um dia continue.

ACEITE.


em algum lugar do planeta, fevereiro de 2011

sábado, 1 de setembro de 2018

A Flor do Algodoeiro


A Flor do Algodoeiro

Não, não sou Psicólogo, o que aprendi foi observando e vivenciando ao longo dos anos.

O texto Para quando eu aprender amar, aqui publicado tem a soma de diversas situações que observo nas redes sociais e também em ambientes nos quais convivo.
Não são necessariamente, mesmo que algumas coisas sejam pessoais, afinal vivemos em um universo de 7 bilhões de universos.

Alguns escritores  psicólogos e sociólogos, pensadores de destaque escrevem muito sobre a alma humana e eu naturalmente absorvo como conhecimento o que estes sábios escrevem.

“O caminho mais rápido para a sabedoria é ser um tolo, pois Deus resiste ao orgulhoso e dá graça aos humildes (ICo 3:18-20; Tg 4:6-10). O caminho mais fácil para a tolice é se considerar sábio, pois Deus destruirá o orgulhoso (Pv 26:12; Is 5:21; Rm 1:20-25; ICo 1:19-21; Gl 6:3). “

O motivo do título:
A flor do algodoeiro quando se abre é amarela, quando polinizada torna-se rosácea e se fecha.

E? Me perguntaria alguém.

A flor está na cor amarela para atrair seus polinizadores e quando os atrai e é polinizada altera a cor “sinalizando” não estar mais disponível. Assim são quase todas as coisas. Exceto quem tem acesso às redes sociais – ou seja os humanos -- .

Notem que os eminentes autores acima citados descrevem o relacionamento humano ainda a moda antiga, por isto o texto Para quando eu aprender amar foi publicado. O que é uma colocação vivida por um personagem nos modernos amores de hoje.

O relativismo moral e a inconsequência  ao assumir compromissos  com nos ensina Bauman  em sua “modernidade liquida” e outros como Fritz Perls  que disse que só se pode começar bem algo novo quando se fecha o velho, está banalizando todas os sentimentos HUMANOS, a empatia não existe mais – o teu sofrimento é problema seu, já tenho os meus, --- eu amo dizem os modernos “amantes”, mas amo a minha maneira. Isto que eles chamam de amor nada mais é que um convívio em uma república estudantil onde cada um tem sua vida independente, sem diálogos, troca de ideias e crescimento – quando necessário juntam-se para se acasalar como animais que, ao término do ato puramente sexual nada mais há que uma boa ducha, não há carícias ou contato além do necessário. O que nos tornou assim? O relativismo de tudo, tudo é normal nesta sociedade que definha.

Hoje a flor do algodoeiro, mesmo polinizada expõe-se o tempo todo em todas as redes esta grande vitrine expositora, quem sabe esperando um polinizador melhor para que sacie seu ego e ou resgate o já tornado cérebro reptiliano relativo aos sentimentos.

Transcrevo abaixo letras que não são minhas e acredito que você já tenha vivido ou visto isto em suas relações afetivas ou sociais.
publicado em:
https://www.psicologiasdobrasil.com.br/7-coisas-que-voce-nunca-deve-aceitar-em-um-relacionamento/

1. Um (a) parceiro (a) que não dá 100% para o relacionamento.
Apaixone-se por alguém que realmente esteja interessado em manter o relacionamento feliz, saudável e estimulante, e não por alguém que tende a se desconectar e deixar você com toda a carga, disse Carin Goldstein, terapeuta de casal e família em Sherman Oaks, na Califórnia.
“A pior coisa é estar em um relacionamento onde seu parceiro seja incapaz de refletir”, explicou. “Precisam reconhecer como suas ações afetam o relacionamento.”
2. Um (a) parceiro (a) que não consegue dizer: “Eu estava errado (a)”.
É vital que você esteja com alguém que possa admitir seus erros, disse Gal Szekely, fundador do Couples Center para terapia no norte da Califórnia.
“Você não vai querer estar com um (a) parceiro (a) que fica na defensiva e tende a transferir a culpa”, disse o especialista.
“Quando não estamos abertos a assumir a responsabilidade, não estamos abertos para aprender e mudar. E, se não pudermos mudar e crescer, não seremos capazes de nos adaptarmos às mutantes circunstâncias de nossas vidas e à evolução das necessidades de nossos parceiros.”
3. Um (a) parceiro (a) que não compartilha seu senso de humor.
A vida tende a reservar algumas rasteiras inesperadas. Para amenizar a queda, é importante que você e seu parceiro tenham um senso de humor semelhante, disse Amy Begel, terapeuta de casal e família em Nova York.
“Você precisará disso para enfrentar os altos e baixos da vida e dos relacionamentos”, contou.
“Às vezes, vejo casais em meu consultório onde um parceiro leva as coisas muito a sério. Se vocês não conseguem brincar um com o outro durante os momentos turbulentos na vida, isso não é bom para o relacionamento.” 
 4. Um  (a) parceiro (a) que não cresce com você.
Escolha alguém que queira crescer e aprender com você ao longo da vida. Não perca seu tempo com alguém que não queira melhorar, especialmente se as atitudes da pessoa realmente estão precisando de melhora”, disse Winifred Reilly, terapeuta de casal e família de Berkeley, na Califórnia.
“Quando se trata de casamento, todos nós temos muito o que aprender. Nenhum de nós começa com todas as habilidades que precisamos, ou podemos saber, com antecedência, como enfrentar os desafios inevitáveis à frente”, disse.
“Os parceiros mais bem-sucedidos são aqueles dispostos a treinar um olhar clínico sobre si mesmos e abrir mão de crenças que não são tão úteis, a fim de poder adotar novas ideias e comportamentos.”
5. Um (a) parceiro (a) que não é compassivo (a).
Se, depois de reclamar sobre seu longo dia no trabalho, seu (sua) parceiro (a) solta: “Hã, o que você disse?”, com o smartphone no ouvido, pode ser que você esteja com a pessoa errada”, disse Goldstein.
“Ter compaixão em relação ao outro é a base de qualquer relacionamento. Entrar em um relacionamento onde a outra pessoa é incapaz ou não quer se colocar em seu lugar é como tentar tirar leite de pedra. Você essencialmente estará em um relacionamento onde se sente sozinho (a).”
6. Um (a) parceiro (a) que não é seu (sua) maior fã.

Em um bom relacionamento, seu parceiro está totalmente no seu time. Ela ou ele não menospreza suas qualidades ou desencoraja seus objetivos, e, em geral, acrescenta à sua vida em vez de subtrair, disse Szekely.
“Um bom parceiro [ou parceira] apoia, torce por você, lhe ajuda a enfrentar seus medos e aumenta sua confiança”, explicou.
“Normalmente, possui algumas qualidades que você não tem e, por isso, pode complementar você de alguma forma. Quando ambos fazem isso um pelo outro, cada um se torna melhor — vocês são as melhores versões de si mesmos. Conclusão: vocês se sentem melhor na vida e são capazes de crescer juntos.”
7. Um (a) parceiro (a) que é muito dependente.
Sendo um casal, você e seu parceiro complementam a vida um do outro, mas, no final do dia, são pessoas separadas que, se necessário, podem estar bem e se sentir realizadas sozinhas, disse Begel.
“É preciso haver uma capacidade mútua para a autossuficiência. É uma qualidade extremamente importante e muito subestimada em uma parceria. Isso se encaixa na categoria de amor próprio; uma dose saudável dessa qualidade em ambos os parceiros tende a promover o respeito mútuo no longo prazo.”
TEXTO ORIGINAL DE BRASILPOST
Eu complemento com:
8 – RESPEITO, ou a falta dele.
Um parceiro(a) que não desligue o celular, não te ouve e não consegue dialogar com você.

continua
01/09/2018


“https://www.contioutra.com/a-alma-so-sossega-com-a-verdade/”

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

É natal?

Minha mensagem de final de ano
Na verdade sou um tanto indiferente a finais de ano, ajo assim porque todos os dias são finais de alguns anos:
Anos que alguém nasceu;
Anos que alguém morreu;
Anos que vão se passando e nós todos sem exceção alguma vamos morrendo.
Desta forma realista de ver as coisas a passagem de um ano a outro nada mais é que um marcador temporal.
Gosto de compartilhar e viver os momentos bons e felizes que tenho vivido, então todos os dias são início de uma nova marca temporal. Não é evidentemente a mudança de calendário que transforma as pessoas, nem as renova. A renovação interior acontece no interior e pode e mais que isto, deve ser a vontade de cada um dia a dia e  não com promessas feitas no raiar de um novo ano.
Desculpem a frieza com que encaro as coisas, mas as pessoas em geral fazem promessas e são somente promessas que nunca irão cumprir, haja vista, que prometem e nada fazem em seu interior para que a mudança ocorra.
Mas dentro do padrão hipócrita e geral da humanidade, desejo a todos um feliz ano novo. 
Quanto ao natal nada a dizer.
Façam suas promessas, suas superstições vis, mas não se esqueçam que todo dia, ou melhor, todo instante, é hora para mudar e seguir a direção da LUZ!!!
Laus Deo sursum corda et amen!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Demônios e Anjos

Olá Amigos, estou de volta.
Meus personagens, aqueles os quais não matei --- uma praxe minha, estão vivinhos e poderão retornar a qualquer momento ao blog.
Hoje vou escrever sobre demônios e anjos.
Antes, como sempre alerto estes são meus pensamentos e conclusões e não representa absolutamente a verdade, por que a verdade é de cada um.
Como sempre escrevi, não escrevo pensando em agradar ninguém, talvez por isto não seja um poeta romântico e também ao falar, quando é necessário, não aliso ninguém. Se fosse um evangelista ou pregador seria muito mais para Jeremias ou Ezequiel.
O texto pode ser longo, não sei ainda, se você for um preguiçoso nem comece a ler.
Se você for um ateu, vai, se continuar a ler, tecer muitas críticas.
Se você já estudou, escrevi estudou, porque a Bíblia não é para ser lida, é para ser estudada em sua terceira camada, encontrará aqui algumas passagens que lá estão escritas de maneira diferente, mas com o mesmo sentido e objetivo.
Caminhemos
De que somos feitos ou o que exatamente somos?
Como já escrito em outras publicações, relembro aqui que somos, ou tudo é apenas energia, somos átomos que vibram o tempo todo e a conversão desta energia em formas se dá por impulsos elétricos em nosso cérebro por informações recebidas pelo olho. --- simplista explicação porque aqui não é um tratado de anatomia ou fisiologia para definir ou explicar todo o processo. Em outro escrito meu, pedi aos leitores que imaginassem uma pessoa no outro lado do planeta, agora, peço que imaginem seu vizinho do outro lado da parede. Se você souber como ele é, altura, cor da cútis, porte físico etc., te virá à mente a forma conhecida, portanto uma lembrança. Você não o está vendo, você está lembrando. Agora supomos no caso de um desconhecido, seu vizinho --- o mesmo, você irá apenas imaginar uma forma humana padrão concebida por suas experiências, mas não será real.
Então concluímos que tudo é apenas energia e as formas são geradas por impulsos elétricos. Não vou nem mencionar todos nossos sentidos ou mesmo o que sentimos. Abrangeria uma gama imensa de assuntos que seria em suma só energia. --- depressão, angústia, esperanças, ilusões, decepções, alegrias, amor, ódio etc., isto se fosse entrar no campo dos sentimentos o que não é o assunto de hoje.
Se somos energia também o são os demônios e os anjos que povoam a Terra.
Acontece que estes tem a forma apenas imaginária, haja vista que quando se apresentam, tomam uma forma energética que nós os convertemos conforme nossos conceitos.
Então porque é que existem pessoas que carregam um ou vários demônios? Por que vibram na mesma sintonia que eles.  E o que fazem que alguém vibre nesta mesma sintonia? Uma pausa para melhor explicar;  as ondas de todas as rádios que alcançam o receptor estão a volta dele, mas é recebida somente aquela que foi selecionada no dial e esta está na mesma frequência, as demais continuam ali presentes mas não são recebidas. Mesmo caso somos nós, e o que leva a sintonizarmos na mesma frequência de um demônio? Nossos pensamentos e desejos materializados, a não fuga do mal e da aparência dele.
Há uma gama deles e quando abrimos nossas portas e ansiosos que estão para manter a eterna batalha entre as trevas e a Luz rapidamente tomam suas posições como faria um general  no campo de batalha ao ver os flancos do inimigo abertos.
E aí o que ocorre? Como já escrevi em postagens anteriores, nós temos nossa consciência e esta é a parte Divina em nós, --- é a fagulha emanada por Deus quando somos concebidos,--- ela, a consciência, nos avisa uma vez ---dói ---, avisa novamente ---dói---, avisa a terceira e última vez ---já não dói tanto. Depois disto nos abandona e vai para o mais profundo espaço de nosso ser, deixando o grande presente de Deus, o Livre Arbítrio agir. De tempos em tempos volta a lembrança, mas a esta altura a resposta e a “justificativa” que temos é “já está tudo perdido mesmo, que se dane” e vamos nos enlameando cada vez mais. O demônio sorri e sua alma chora. O(s) demônio(s) que est(á)(ão) conosco sempre achar(á)(ão) uma “justificativa” (estou carente, estou com fome, ninguém me compreende, estou decepcionado(a), sofri um trauma, ninguém me aceita etc.) para nossos atos caso em um átimo nós nos condenarmos, e neste mesmo átimo esquecemos de tudo o que é certo, ético, moral e cometemos tudo novamente.
E onde vamos nos apoiar? Onde a frequência é a mesma, vamos buscar consolo e palavras de conforto nos que estão na mesma sintonia que nós. E estes ou aqueles irão nos dizer que tudo é normal, que nada é demais, elogia e incentiva nossas feituras/feiuras. Que alívio, pensei que estivesse errando, é o que pensamos.  O demônio sorri e sua alma chora. Qualquer  pessoa que chegar com um pensamento destoante do nosso será execrado tido como “quadrado”, “careta”, “atrasado”, “ignorante” etc.
Há ainda os que já nascem com uma legião, os amaldiçoados. E serão sempre amaldiçoados? Não. Mas a redenção não virá gratuitamente, é preciso QUERER e fazer por MERECER a benção.
Mas e os anjos? Estes estão também como as ondas de rádio. Basta sintonizar. Sobre eles, os anjos, não é necessário que nós os vejamos conforme nos foi ensinado ao longo dos tempos ---vestes brancas, asas e auréolas. Qualquer pensamento que nós chamamos de acaso ou intuição nos avisando de que estamos em perigo ou errados, pode ser realmente intuição para os mais espiritualmente elevados ou um anjo nos induzindo pensamentos/intuindo sobre o que vai ou está ocorrendo.
Há os “anjos” humanos, estes estão por toda a parte, são os que repelimos quando não são possuídos  ---não estão sintonizados--- pela mesma energia que a nossa enquanto estivermos na frequência do demônio.
Para um anjo agir, ele poderá utilizar-se de um alcoólatra, de um presidiário perigoso, de uma prostituta, não necessariamente de uma pessoa boa ou santa, ele utiliza como instrumento quem lhe aparentar mais oportuno.
Acho que escrever mais sobre isto é besteira. Os possuídos já estão pensando que tudo isto é bobagem, os que não permitiram a entrada do demônio já entenderam.
Finalizando:
O demônio protege os seus para que não se sintam desconfortáveis em sua cela de almas.
O demônio abandona ou destrói aqueles que já estão irreversivelmente em seu poder.
O demônio sempre vai perturbar aqueles que querem se soltar  de suas amarras, mas ele não poderá deter quem tiver o firme propósito de o abandoná-lo.  A ajuda Divina sempre virá para aqueles que reconheceram que estavam errados, que se arrependeram, pediram perdão, se perdoaram e que buscam a Luz. Mas para tudo isto é preciso humildade e sinceridade, as vezes nós queremos nos libertar sem ter a humildade de admitir que estávamos presos.

E devemos sempre lembrar que “as trevas não tem poder sobre a Luz”. Quando a Luz chega toda treva é dissipada e não há como as trevas apagar a Luz.

Em algum lugar do planeta, 14 de dezembro de 2015

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O DEVER opondo-se sobre o DIREITO


Em uma empresa onde as cotas são iguais mas um dos sócios é tido como minoritário independente do esforço que fez ou faz para manter a atividade lucrativa, só pode ser entendida, esta situação, como o desejo forçado da saída deste partícipe. Clareando as ideias: quando no balanço pouco ou nada se demonstra do quanto este sócio representa no ativo, e no passivo demonstra-se o que lhes convêm, omitindo ou silenciando-se sobre aquilo que não se quer mostrar, ou que se deseja manter nas penumbras. Impondo sanções a um levantamento acurado, esta empresa tende ao fracasso.
Em qualquer lugar do planeta uma pessoa que é silenciada, resta à ela deduzir.
Deduções levam ao equívoco várias vezes. A conta não fecha, reinicia-se o processo indefinidamente. 
Não há balancetes para consultar, há sim uma gravação em alguma memória, mas não há acessos, e sabe-se quando obtém a mínima informação que esta memória é volátil, transmutada, reformulada no intuito claro de desvirtuar a linha de deduções.
A pessoa por melhor que sejam suas intenções, amargura-se e posiciona-se sempre acuado em suas próprias conclusões que sabe ela não ser o que quer, mas é impossível que tenha outra reação, subjugado, subestimado, desiste de sonhar, ou melhor, até sonha mas não tem forças para realizar, para investir.
O mundo torna-se sombrio e cinzento.
Tanto faz o porvir.
Rema o barco sem esperança ou segurança.
A minha dica pessoal é que nunca cerceiem o direito de ouvir, o de falar, porque quem é silenciado tem só perguntas caladas que o destrói, e respostas que nunca ouvirão. 
Talvez a morte dos ideais, dos sonhos já em execução sejam a resposta definitiva.
Nunca imponha regras para emudecer. É um direito sacro o falar e o ouvir aquilo que é nossa obrigação.
Melhor dizendo: há pessoas que impõem sob júdice proteção de sua obrigação, cerceando o direito alheio.
Uma sociedade regida sob esta égide, faz indubitavelmente sua própria falência.
Mas isto já é institucional, diante das cortes, nem ao juiz ou aos interrogadores se responde mais nada, é um tal de evocar a Constituição Federal, "habeas corpus", "habeas data" e em breve teremos até o "habea de cujus".
E cabe à sociedade em geral o custo e o sofrimento pelo silêncio dos culpados sentindo o sofrimento dos inocentes.
Habemos Deo
Laus Deo sursum corda et amen!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Do VIVER e do EXISTIR


Antes de começar este texto quero lembrar a todos que as palavras que aqui escrevo são as minhas verdades e por que não também meus erros? Não tentem segui-las porque não sou um missionário, um evangelizador, um padre ou pastor. Fiquei preocupado ao saber que alguns estão levando ao pé da letra o que está aqui postado, fazendo destas, palavras fortes. Leiam, reflitam e tirem vocês mesmos seus conceitos. Mas não as siga como o Caminho. Porque tudo isto não passa “Dos Erros e das Verdades” --- um texto ainda não publicado, deste escriba. Coloquei entre aspas vez que Dos Erros e Da Verdade é um livro de Louis-Claude de Saint-Martin. Título bem parecido, mas longe, muito longe da capacidade deste que agora escreve e a de Saint-Martin.
Caminhemos
VIVER e EXISTIR. Duas situações distintas.
Muitos EXISTEM poucos VIVEM.
A existência ocorre porque o indivíduo nasceu. Não é uma opção, ele apenas nasceu. VIVER, já é uma situação onde o mesmo indivíduo optou pela vida, pela passagem neste plano em plenitude.
Os que EXISTEM não deixam nada de bom registrado, talvez em um cartório de registro civil, mas para o complemento da Obra em nada foi significante. Em nada contribuiu para a evolução da humanidade, seja em que ângulo esteja eu querendo dizer: Material ou espiritual.
Já os que optam por VIVER, deixam registrado não suas pegadas na areia, deixam algo de concreto, fez parte da evolução seja ela científica, material ou espiritual. Não fazem pilastras de areias, fazem-nas de concreto usinado. São os chamados de monstros, intolerantes, desalmados por aqueles que EXISTEM. Porque os que EXISTEM não conseguem conceber que a execução de uma obra exige muito mais que passar despercebido pelo planeta. E as obras dos que VIVEM são eternas.
Quem de vocês já não observou tais fatos? Os que VIVEM são sempre invejados, alvo de críticas e tantas outras coisas que só os que EXISTEM têm tempo para praticar, já que os que VIVEM estão ocupados construindo um mundo melhor. É mais ou menos como o caso do indivíduo que ao invés de segurar a escada por onde o seu semelhante galgou degrau por degrau, ou então começar também a galgá-la, tenta derrubar, desestabilizar. Mas é típico dos que VIVEM resistir a tudo isto. Por isto é tão difícil VIVER, é muito mais fácil EXISTIR apenas, indo para o vento sopra ou estabelecer-se onde a maré os deixar, que é o contrário dos que VIVEM.
O mais importante disto é que os que VIVEM, VIVEM para os outros também, e os que EXISTEM apenas EXISTEM como urubus que aguardam pela morte, porque este é o alimento deles, sem, no entanto deixar de destilar sua dose horária de cicuta. Veneno este que eles mesmos sorvem.
Os que EXISTEM são infelizes em sua falsa felicidade, os que VIVEM são felizes em suas verdadeiras provas e dificuldades. Eis aí a grande diferença.
Os que VIVEM, levantam-se pela manhã e agradecem a Deus por mais um dia de esforço e labuta dura, e ao se deitarem agradecem por mais este dia.
Os que EXISTEM, levantam-se lamentando o porquê da cama não ser mais macia. Mas nada fazem para mudar.
Pensem então agora: Você VIVE ou EXISTE?
O mundo seria muito melhor se restassem apenas aqueles que venceram a morte. A morte diária a que são submetidos e renascem todos os dias mais fortes.

Que Deus em Sua imensa e inesgotável misericórdia nos faça ver a Luz, a Verdadeira Luz.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Amor Liquido

Duvido que leiam até o fim, uma das características dos tempos modernos é a iconografia e a preguiça da leitura.
Sobre este assunto já tenho dito e escrito, bem como meu amigo Elso Pini.
Claro que pelo menos eu estou a anos luz do Bauman, mas os pensamentos não são discordantes.
Ainda há alguns que pensam e quando estes se calarem restará o caos ético e moral.
O meu amigo Elso, hoje postou algo que merece reflexão.
Abaixo o que diz Bauman;
Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base a ideia de líquido, característica presente nas relações humanas atuais, inspirado na obra "Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman. As relações se misturam e condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja real ou virtual.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos seus livros publicados venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade liquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.
Ele tenta nos mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva. Todos querem relacionar-se, mas chega na hora, não conseguem. Seja por medo ou insegurança. Bauman cita como exemplo um vaso de cristal, na primeira queda, quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.
É um mundo de incertezas. E cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual, e com a facilidade de se “desconectar” as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, caso haja defeito, descarta-se ou até mesmo troca-se por versões mais atualizadas.
O romantismo do amor parece estar fora de moda. O amor de verdade foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, na qual se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de estar amando, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem sabem direito seu real significado.
Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Zygmunt Bauman fala da “ Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável é aquilo que não nos dá escolha
A afinidade é, ao contrário do parentesco, voluntária. A afinidade é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo em uma sociedade de total “descartabilidade” até as afinidades estão se tornando raras.
Bauman fala também sobre o amor próprio. Afirma que as pessoas precisam se sentir amadas, ouvidas, amparadas ou que sintam sua falta. Segundo ele ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, o que fazemos é aceitar essa classificação. Mas com tantas incertezas, relações sem forma, líquidas, na qual o amor nos é negado como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos muito instáveis. E assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina, sem a certeza de nada. É uma descrição poética da situação.
"Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo". Bauman
Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de...
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