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terça-feira, 14 de maio de 2013

O trem


Elias já cansado e sabendo dos desígnios de Deus para Eliseu quis ouvir da boca dele ao indagar se ele sabia como era pesado o manto que ele (Elias) carregava, e antes de tocar a água e abrir o rio com o manto, o advertiu. Este, firme de seus propósitos disse que sabia. Então Elias após atravessar o rio deu-lhe a sua capa com poderes ainda maiores. E foi Eliseu cumprir sua missão. Elias se foi em carruagem de fogo e só voltou com Moisés ao monte onde Jesus se dirigiu para orar em seus últimos dias, sendo novamente levado com Moisés aos céus por uma nuvem.
E vi um dos Ventos que soprou sobre a Terra e grande e espantosas coisas serão vistas. O menor, aquele que menos cresceu, derrubará o maior. Ruínas intransponíveis se formarão. Será o grande clamor da multidão? Não, será de alguns. Os seres santos estarão a salvo e a grande mão ceifará. Quem estiver sujo, suje-se mais e quem estiver limpo, limpe-se mais. O homem criou estas coisas que virão e Deus não impedirá. Tremendus terrificus para uns e Tremendus fascinans para outros que ao adentrarem  em si mesmos encontrarão o que acumularam por toda a senda. Este é o juízo final para alguns e compreenderão por fim o significado de VITRIOL ("Visita Interiorem Terrae, Rectificandoque, Invenies Occultum Lapidem") para regozijo ou desgraça. Você é quem escolhe agora.
Mas fiquem bem.
Quem se lembra da melodia Canção dos remadores do Lago Biwa no Japão? http://www.youtube.com/watch?v=sn2R7-1sM_0


Há tantos caminhos criados pelo homem para sua própria perdição que tudo o que fizerem será vão, embora aos seus olhos pareça bom. Quem quiser cumprir a Lei e não ver nada além disto, que a cumpra integralmente, com seus ônus e bônus ou liberte-se.
Mas Deus tem visto suas obras e tem achado boas, mas o Cordeiro, na rude cruz, deu outra opção. O problema é interpretar. E nenhum sofrimento é alegria para Deus --- Palavras Dele ---, para isto serviu o Madeiro.

Interpretem como quiserem.

ELIas, 14 de maio de 2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

As prioridades e o tempo – Final


As prioridades e o tempo – Final
Contei um pouco mais sobre o que fui, agora, encerro.
Como canta Oswaldo Montenegro em Metade: “Que minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também”.
Explano o que sou em cada metade:
Uma delas é a exposta que as pessoas podem ver, e é o amor universal, o amor ágape. A outra metade é escondida e só é exposta quando encontra metade igual, e somente foi por duas vezes e por breves períodos. Esta é reservada e é aquilo que chamam de amor entre homem e mulher. Se eu a recolhi não foi por mero acaso, fui induzido a isto e lá permanece na obscuridade até que alguém venha a merecer. O fato de estar velada não implica em morte da mesma, significa estar guardada protegida, porque como narrei nas outras duas postagens, “amor” vazio não me interessa, e tudo o que é amor Eros verdadeiro está lá. Sou como uma garrafa de Leyden ou Leiden que está com energia, mas não demonstra até que você crie um curto-circuito.
Chegou o tempo de dizer que guarde seus amores, suas alegrias e suas dores, seus amantes, seus odores e suas flores, as sujeiras de meus aposentos e seus “partos”, destas coisas não quero saber mais. Que fiquem para teu conforto. Não foi um julgamento justo? Não foi dado o direto ao contraditório? Então agora se findou o tempo do recurso, do agravo de instrumento, agora já é transitado em julgado. Estás intempestiva.  Amou-me? Que pena que não soube manter. Não vou aqui narrar nada porque certamente logo vão tegervisar. Afinal eu sou o “culpado” por todos os erros e não reconhecido pelos acertos.
Acho que o céu não é lá muito meu amigo (nessa área), porque quando o sol é filtrado em alguma janela nas nuvens escuras, logo ele envia outra para impedir a passagem do raio luminoso.
Estou velho e feio, não posso voltar a idade física, mas posso ajeitar a feiura. E asilos há muitos por aí, quem sabe não estará lá a outra metade?
E como as pessoas temem o julgamento dos demais, da sociedade mascarada e não procuram a felicidade, por que temer se afinal é sempre entre você e Deus e toda forma de amor é válida. E por favor, há alguns tolos que chamam sexo de amor.
O que me entristece, é possível entristecer a própria tristeza em pessoa? Supondo que sim, então, o que me entristece mais, eu disse mais, são as pessoas me compararem com as demais que vivem neste lamaçal, e por outro lado eu não ter dado à elas motivo para isto. É claro que é normal jogar tudo dentro do mesmo chiqueiro, não culpo ninguém, este é o mundo de hoje. E neste campo os cafajestes se dão muito bem. Mas não há como concorrer com a Fórmula 1 andando. Eles, os cafajestes, andam com aqueles veículos e eu com sapatos apertados. Mas alegra-me saber que não fui um “santo” que pregou uma coisa e fez outra, a mesma que para o povão condena. E também não fui um cafajeste e que conta  aos quatro ventos suas aventuras como conta quem recebe um grande prêmio de glória, uma medalha nobre, um título das mãos da Rainha Elizabeth.
No juízo final estou tranquilo. O que Ele disse faça eu fiz, mas fiz também algumas coisas que Ele disse não faça. Mas foram coisas menores, porque hoje eu posso olhar para meu passado e só ter uma coisa para me arrepender: uma doação de sangue que não quis fazer, mas fiz muitas outras depois.
Se mostro algo que tenho ou que faço, faz parte de meus negócios e marketing muito mais profissional que pessoal.
Por favor, nunca me comparem com ninguém, sou único, como todos somos únicos. Tenho meus defeitos e não sou santo, mas também não sou hipócrita. Se não sabe, pergunte. Se quiser ver, observe, se quiser ouvir, fale. Cuidado com as comadres.
Termino com um parabéns, você conseguiu, e, por favor, transmita a Dra. também meus parabéns, não ousaria dizer pessoalmente, não ainda.
“Eu vim de longe, de muito longe, o que eu andei pra aqui chegar, eu vou para longe.” Lá para os lados onde o mundo se acaba.
Eu Vim de Longe
Quando o avião aqui chegou
Quando o mês de maio começou
Eu olhei para ti
Então entendi
Foi um sonho mau que já passou
Foi um mau bocado que acabou
Tinha esta viola numa mão
Uma flor vermelha na outra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a fronteira me abraçou
Foi esta bagagem que encontrou
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
Pra muito longe  ...
Palavras minhas que não constam na música: O que eu andei para chegar aqui e agora isto é um empecilho.
Vou ver a Cachoeira da Onça, em polis que um dia tudo, o rio inundou, ver as velhas praças, grandes e velhas árvores, em um canto calmo em uma zona da mata.

ELIas, 7 de maio de 2013, “simbora” deixar estas palavras para Belém e escrever pelo menos parte de um capítulo sobre Cactos e Suculentas.

terça-feira, 30 de abril de 2013

O mestre e o discípulo




Continuando com o Mestre e o Discípulo.
Ainda nas Alterosas, o Mestre e o Discípulo continuaram andando.
Estava anoitecendo e eles precisariam rapidamente encontrar um abrigo. Normalmente os mestres e discípulos saem sem se preocupar com estas futilidades de conforto. Levavam apenas algum alimento e a água iam abastecendo seus cantis quando achavam uma casa ou uma fonte. Nas Alterosas é muito fácil encontrar boas fontes de água e naquele cerrado era possível também encontrar  frutas em abundância, raízes e algumas suculentas que eles conheciam bem.
Quando o sol estava a um metro da linha do horizonte, tornou-se premente  acharem um bom lugar. Deveria ser uma gruta ou um espaço aberto, onde pudessem fazer uma fogueira. Galhos secos havia a disposição. Encontraram um recôncavo e após analisarem deram-se por satisfeitos.
O discípulo apanhou alguns galhos e montou uma pequena pira. Deixou de lado uma pilha de galhos para alimentar o fogo quando fosse preciso. Ateou fogo enquanto o mestre descascava alguns frutos que haviam colhido ao longo do caminho.
Comeram as frutas em silêncio, não sem antes agradecerem a Providência que as dispôs para os famintos, homens e animais que perambulam pelo sertão.  Fizeram uma breve meditação e foram descansar.
O mestre notou que o discípulo estava insone e perguntou:
--- Pequeno Gafanhoto, porque é que estás tão inquieto?
--- Mestre é que estou pensando e o sono me fugiu e não chego a conclusão alguma.
Neste ínterim um farfalhar de folhas é ouvido não muito longe deles. O discípulo assustado, em um sobressalto levanta.
O mestre com a tranquilidade que é comum aos iluminados o acalma dizendo; --- é apenas um animal a passar, não se preocupe, com a fogueira na entrada ele não nos atacará. Mas deite-se novamente e me diga o que o inquieta.
--- Mestre o que torna as pessoas infelizes?
--- Há vários motivos Pequeno Gafanhoto, te direi algumas, as demais você aprenderá com o tempo, e como disse, entre outras, são: a ganância, o desejo de riquezas para seu uso próprio, utilizar-se de recursos de outrem para o seu bem próprio e dos seus, não entender que aquilo que se tem é apenas emprestado e que deve ser repartido,  e no sentido mais da natureza humana temos a vaidade, o orgulho, a dominação, a imposição ao mais fraco, a falta de caráter, a falta de compaixão, se bem que algumas estão misturadas as outras.
Houve uma pequena pausa e o discípulo novamente:
--- Mestre, falo da infelicidade mais próxima, mais afetiva.
--- Imagine o seguinte Pequeno Gafanhoto: Dois corações incompletos e abertos, um esperando o outro. Um precisa entrar no outro para se completarem. Mas um deles carrega sobre os ombros um tronco já apodrecido, que de nada mais serve e sobre ele estende os dois braços, logo, não há como entrar no outro coração, a largura formada por esta apresentação é muito larga. Imagine também que um deles é limpo e quando vai recebê-lo nota que o outro andou chafurdando e ele o aceita desde que antes, como se fazem nas mesquitas e outros locais, este venha a banhar-se e tirar toda sua sujeira. Imagine agora, que um deles é muito pesado,
O discípulo o interrompeu:
--- Mas para ser feliz é preciso ser magro mestre?
O mestre com um sorriso continuou; como eu dizia, um deles é muito pesado a ponto de que se entrar pela porta aberta que o recebe poderá fazer com que pare de bater. Não falo de peso físico, não falo de moléculas, átomos, por que o elemento mais pesado não é um elemento químico e nem está na Tabela Periódica,  refiro-me a consciência o mais pesado dos elementos  até hoje encontrado quando ela é excruciante ao voltar e tomar o lugar que sempre foi dela e que uma vez abandonou, por não ser ouvida,  para o livre arbítrio.
--- Então Pequeno Gafanhoto, as pessoas são infelizes por que não se desfazem daquilo que já não presta mais e se mantém presos a elas, por que não se limpam e só há uma maneira de ter a consciência leve mesmo depois que o livre arbítrio tenha tomado conta. Mas isto você já sabe, não é?
O discípulo assentiu com um gesto.  E ele já sabia mesmo.

ELIas, 30 de abril de 2013

Previsões lógicas

Quando escrevi que as coisas giram em círculos, que algumas coisas marcam e sempre estou sempre ligados aos fatos coincidências ou voluntariamente, era disto que eu falava:
Pedras, Lapas e Penha. Todas estas palavras significam a mesma coisa e nelas todas fui ou estive envolvido; logo, prever o futuro não é um ato profético, mas, absolutamente de observação lógica. E estas não são coisas isoladas, há outras.
Preste atenção e acharás o futuro.

ELIas, 30 de abril de 2013, e o I.R.? ainda por fazer.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Uma velha fábula

Esta é uma fábula velha, mas vale a pena postar.
A beira de um rio estavam um sapo e um escorpião.
O escorpião queria atravessar o rio mas não sabia nadar. E como estavam em uma parte mais baixa que o outro lado onde havia um barranco alto e com as notícias de uma enchente próxima, pediu ao sapo:
--- Amigo sapo, você poderia me atravessar para o outro lado?
O sapo que já estava guardando certa distância, respondeu:
--- E como eu te atravessaria?
--- Fácil, eu subo em suas costas.
--- Eu? De jeito algum. Depois que eu te atravessar você me ferroa e eu morro.
--- Que é isto amigo? Acha que eu faria isto para quem me salvou? Você me decepciona.
O sapo se convenceu da sinceridade do escorpião e mandou que ele subisse em suas costas. Saltou para o rio e começou a travessia.
No meio do rio, o escorpião o ferroa na nuca.
O sapo, inoculado com o veneno não consegue mais nadar e morrendo diz ao escorpião: 
--- Por que você fez isto ?Morreremos os dois.
Ao que o escorpião responde já se afogando: 
--- Desculpe amigo, não resisti, é da minha natureza.

A moral da história: Não adianta o que você faça, algumas pessoas nunca mudam. E esta natureza por vezes tem um sentido sado-masoquista.

ELIas, 30 de abril de 2013 e ainda tenho o I.R,  para fazer.

Cartas para Belém


Quantas cartas escreve  uma pessoa?
Não sei.
Quantas escrevi?
Não importa.
Não importa, porque quase todas foram lançadas onde a tinta
se apaga e o fumo subiu aos céus como se uma oferenda fosse.
Talvez estejam perdidas, as mensagens, em
algum campo desconhecido da razão humana.

ELIas, 28 de abril de 2013

Uma prosa


Vejo pela grande janela do mundo
Vê, você também vê
Vemos as mesmas coisas
Interpretamos de maneira sutil
Vemos o mundo girando
E como estações geo-estacionárias
Mantemo-nos em inércia
Do alto vejo o mundo mais bonito
Suas paisagens e lugares especiais
E nestes lugares também pessoas especiais
Um dia disse que como um pássaro desceria
E quase desci
Poderia sim até como um pássaro pousar
E sei que poderia
Poderia
Mas não pousei
Deixei para um dia qualquer
Um dia que virá
Olhos me viram
Ouvidos me ouviram
Mas quem seria que rugia como um leão sobre minha cabeça?
Pensaram e o que pensaram?
Gosto de arroz doce
Gosto de canjica
Gosto de lasanha de berinjela
Mas eu gosto mesmo é de gostar.

ELIas, 28 de abril 2013